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Sobre entender que não controlamos absolutamente nada

 "Há um verso de Verlaine que não tornarei a lembrar. Há um rua próxima que está vedada aos meus passos. Há um espelho que me viu pela última vez. Há uma porta que fechei até o fim do mundo. Entre os livros de minha biblioteca (cá os vejo) há algum dia que já não abrirei".  (BORGES, 1949)

Há, em todas as coisas um limite. Pensando no momento da pandemia e em como toda essa catástrofe gera em nós um medo ainda maior e mais acentuado com relação à morte e o nosso fim, essa citação quase que perdida entre as páginas de um livro qualquer da faculdade, nos passa uma mensagem muito clara sobre a humanidade e tudo o que tem vida: algum dia deixará de ter.

Em algum momento, cedo ou tarde você dará o último beijo em alguém, escolherá a sua última roupa, comerá pela última vez a sua comida favorita. Escrever isso é tão duro que chega quase a me fazer suar pelos dedos. Todavia, infelizmente é a verdade. A vida é curta e aceitar que para tudo há um fim, é o único modo de aproveitarmos de fato toda a beleza e dádiva da vida. 


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